Algumas senhoras contavam de suas vidas, filhos e netos, maridos, juventude a chegada da velhice.
Ouvi muitas histórias lá dentro, algumas alegres e outras mais tristes.
Conversei com uma senhora que tem o mesmo nome da minha falecida vó, a única mulher (fora minha mãe) que eu amei com muito vigor, ela morreu aos 82 anos e por ser a única vó que tenho lembrança e a ultima senti muito a perda dela.
Então essa vovó Ida lá da Spaan não falava muito, agente conversava e ela ali, quietinha tricotando e só ouvindo, depois de um tempo ela se manifestou e disse para nós que devemos aproveitar ao máximo nossas vidas, pois em um instante nos daríamos conta de que estamos velhos, foram poucas suas palavras, mais sábias e dolorosas.
Não consegui saber se ela dizia isso com orgulho de ter vivido sua vida ao máximo ou por não ter aproveitado, mas de fato não perguntaria.

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