quarta-feira, 27 de maio de 2009

UM LINDO DIA DE DOMINGO...


24 de Maio de 2009, um lindo dia de sol, calor e um baita domingo pra ir ao Parcão tomar um “chimas“ com os amigos. Resolvi reunir esses amigos e ir a SPAAN, um asilo situado No bairro Nonoai.

Chegando lá fizemos a primeira visita na ala feminina. Ao adentrar a porta, fomos recebidos por uma senhora de muletas onde disse pra ficarmos a vontade e que se fosse necessário, chamar ela.

Demos umas voltas e acabamos dando de cara com ela de novo. Já no seu quarto, disse que tinha acabado de se mudar pra lá, e tinha conseguido levar uma TV e alguns móveis, e se dizia muito feliz.

Saímos do quarto e sentamos na sala de estar da casa, ficamos uns minutos conversando, e foi o suficiente para aparecer uma senhora com uma bengala, uma outra tricotando, e um senhor não muito idoso.

Conversamos sobre tudo. Foi muito legal a troca de experiências.



Depois de mais ou menos uma hora, saímos dessa ala e fomos para ala das senhoras com maiores necessidades, onde precisavam ficar na cama, doentes, etc.

Essa parte foi complicada, pois não consegui ficar mais de 5 minutos lá dentro.

Ao entrar encontramos com uma senhora em uma cadeira de rodas parada em um canto do corredor.
Ela tinha as costas bem curvadas, era pequeninha, e os pés ficavam na horizontal, e não na vertical. Luiz Paulo(cidão) foi o mais forte, e conversou por uns 20 minutos com ela, e após essa conversa me relatou que essa senhora lhe disse que ela se sente presa, pois não sai do quarto e do corredor.

Ele perguntou se os enfermeiros não a levam para passear pelas áreas do asilo, e ela disse que antes a levavam, hoje não mais. Então muito comovido, Cidão levou a pequena senhora para dar uma "caminhada" pelo asilo.

Tenho certeza de que foi um dia muito bom para ela.
Hoje estava indo para a PUC olhei o sol e pensei: "que dia lindo" e ao pensar isso, lembrei da senhora da cadeira de rodas.

Conhece o velho ditado: "O sol brilha pra todos"
Será que é verdade? Ele (o sol) pode até estar ali esperando para "tocar" sua pele, mas nem sempre ele tocará.

O sol é vida, vida que aquela senhora desconhece, pois não sai de um corredor frio, com cheiro de hospital. O corredor da espera, o corredor da desesperança.

Ao sair do asilo concluí que essas pessoas estão ali esperando a morte chegar. Chamo de "Corredor da espera" por vários motivos. E um desses motivos é o fato de a maioria espera pela visita dos familiares, que abandonam essas pessoas como se fossem objetos que caíram em desuso.

Pense nisso. Pense nos seus avós, Pais, Tios.
Por que depois que eles morrerem, no tem mais volta.

--------------------------------------------------- escrito por Nicholas Kowalski
--------------------------------------------------- fotografado por Guilerme Lara

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